Por lá, cinco meritíssimos acreditam, contrariando a Lei da Ficha Limpa e o bom senso, que condenações anteriores à lei não levam à inelegibilidade.
Caso os cinco não tenham lido a lei na íntegra (eles podem pesquisar aqui nos arquivos do blog), pelo menos deveriam ter acompanhado a sessão do Tribunal Superior Eleitoral, onde não só decidiram que a lei valerá já para estas eleições como restou acatado que a lei não apenas atinge condenações futuras, mas pretéritas. Houve apenas uma discordância, a do ministro Marco Aurélio.
Então, como esses cinco senhores resolveram fazer a apologia da negação da lei e do que foi decidido no TSE?
Até a questão mais complexa dos governadores cassados ficou esclarecida quando o ministro Marcelo Ribeiro se pronunciou pelo seguinte: era o caso de saber se ao serem cassados tinham recebido a inelegibilidade de três anos por condição ou por pena. Marcelo Ribeiro chegou a se pronunciar: tratava-se de pena.
Bom, como é sabido, se pena for, os governadores cassados não podem agora ficar inelegíveis, porque ninguém pode ser duas vezes penalizado por conta de um mesmo crime.
Mas os cinco senhores trataram de chutar tudo isso para escanteio, como se fossem jogadores de várzea e não homens aptos a interpretar as leis.
Lamentável.
P.S: E cometeram essa estripulia para salvar a candidatura do filho de Sarney, condenado e claramente inelegível conforme a lei.
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